quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tenho que parar com esses sonhos bobos...

À três noites venho sonhando com você, à 3 meses eu peço bem baixinho antes de dormir — Eu queria você aqui! — e depois eu te encontro nos meus sonhos. Eu seguro na sua mão e te chamo para dançar, eu beijo sua testa, sua bochecha, seu nariz, seus lábios. Eu sinto o cheiro do seu perfume amadeirado e depois acaricio seus cabelos. Você olho fundo nos meus olhos me deixando sem graça, e então eu roubo um beijo seu. Eu digo — Te amo! — só pra você me abraçar. Eu esqueço de mim para lembrar de você e depois esqueço de me esquecer, acordo, forço o sono, volto a sonhar. Eu vejo você, novamente, e isso acontece o tempo todo. É um ciclo. Eu me escondi debaixo dos cobertores enquanto você me procurava, eu me escondi atrás da porta do quarto, e depois, eu me escondi atrás do seu sorriso. Mas não é real, são sonhos. Acordei, apertei o olho e tentei te encontrar novamente, não te achei, corri até a varanda da nossa casa e nada, eu chamei você, gritei bem alto — Não me abandone! — mas não aconteceu nada, e nem mesmo os vizinhos reclamaram. Abri a geladeira e peguei o litro de vodka, sentei nas escadas e tirei o cigarro do bolso, acendi e fique ali, e entre um gole ou outro uma lágrima descia, olhei no relógio, 10 minutos, a porta da escada abriu, era você, canalha, atrasado, outra vez. Tirei o cigarro dos lábios e apaguei com a sola vermelha do meu salto, larguei o litro de vodka em um dos degraus e sai correndo pra te abraçar, você me olhou bobo, disse com uma voz mansa — Fui no mercado comprar uma caixa de bombons, ah, eu trouxe um pouco de sorvete, caso você queira. — e depois riu, me perdi nos teus braços, e mais uma vez me escondi no teu sorriso. Acordei, esfreguei os olhos, olhei pro lado e não vi ninguém, o outro lado da cama estava vazio, eram sonhos, apenas sonhos.

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